sábado, 29 de junho de 2013

A cobiça de Acabe




Objetivos:

Expor a natureza e o objeto da cobiça de Acabe
- Compreender o processo de evolução da cobiça
- Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça


INTRODUÇÃO

A cobiça de Acabe nasceu como um simples desejo e evolui para um pecado gravíssimo, que sujou as mãos de muitas pessoas
- Acabe não pode desfrutar do objeto de sua cobiça
- Deus é misericordioso e benigno, mas também é justo: há consequências que são inevitáveis
- A cobiça no meio do governo é como ferrugem.

DESENVOLVIMENTO

I - O direito à propriedade no Antigo Testamento
A terra pertencia ao Senhor (Lv 25.23): o israelita possuía apenas o direito de explorá-la, não poderia vendê-la nem passá-la ao membro de uma outra tribo (Nm 36.7)
- Não cobiçar o que é do outro (Ex 20.17)
- Não desprezar o que Deus nos concede

II - A herança de Nabote
- Acabe queria a vinha de Nabote a qualquer preço
- Nabote invocou a lei para proteger-se da cobiça de Acabe: “Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais” (I Rs 21.3).
- Nabote se recusa (a) a trocar sua terra por outra melhor do que ela ou (b) a receber dinheiro em troca dela.
- Acabe não obrigou Nabote a entregar a vinha, pois conhecia seu dever perante a lei (I Sm 10.25). Ele se entristece e deixa de comer.
- Jezabel, uma rainha pagã (de Sidom), planeja e executa um plano macabro para satisfazer a vontade de Acabe. O rei não se opôs, apesar de ciente da ilegalidade de tal ato.
- Justificativas para pecar.

III - As causas da cobiça
Acabe possuía duas residências (I Rs 18.45,46), mas não era o bastante.
- Acabe queria construir uma horta na vinha de Nabote que ficava junto ao seu palácio.
- Desejos cobiçosos: possuir, “ter” em detrimento de “ser”
- Os fins não justificam os meios. A Palavra de Deus é absoluta.

IV - O fruto da cobiça
Bola de neve: desejo > cobiça > projeto pecaminoso > execução: falso testemunho, assassinato e apropriação indevida > consequências terríveis
- Jezabel envolveu vários nobres no seu projeto pecaminoso
- Falso testemunho: Jezabel escreve uma carta acusando Nabote de blasfêmia e a sela com o anel do Rei (consentimento).
- Jezabel apregoa um jejum - usa religião para mascarar seu plano macabro (I Rs 21.9)
- Nabote e sua família são apedrejados
- O uso da Bíblia para justificar práticas pecaminosas: “lacunas”, usos fora de contexto, interpretação com base em conceitos pessoais
- Acabe se apropria da vinha.

V - Os frutos da cobiça
Apenas o profeta Elias sabia do pecado de Acabe e Jezabel. Deus o envia ao rei com uma profecia de julgamento: “(...) Porventura não mataste e tomaste a herança? (...) No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue (...)” (I Rs 21.19-20)
- Deus vê todas as coisas (Hb 4.13)
- Acabe se arrependeu e demonstrou seu arrependimento, se humilhou diante de Deus (I Rs 21.27-29).
- Deus “adiou” o seu julgamento, mas Acabe não se livrou das consequências: 
  1. Acabe morreu em guerra e os cães lamberam seu sangue (I Rs 22.1-40), 2)
  2. Jezabel morreu de uma queda da janela e os cães comeram sua carne; 
  3. seus 70 filhos foram mortos por ordem de Jeú (assim como os nobres de Samaria engendraram a morte de Nabote, os nobres de Jezreel consentiram na morte dos filhos de Acabe) (I Rs 10.7) 
- O pecado sempre tem um alto custo


CONCLUSÃO

O pecado não compensa
- Devemos medir nossas intenções com base na Palavra de Deus, o que só é possível se mantivermos o hábito da leitura, meditação e prática da Palavra.
- Nossa satisfação deve estar em Deus e não em projetos pessoais
- Não devemos dar ouvidos a conselhos de pessoas que não estão sob a luz da Palavra de Deus

“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Mc 7.21-23)

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Sl 51.10)

Lorena Brandizzi
Fevereiro de 2013

Fontes:
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001
Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2012 - CPAD


Anexo
Como o pecado nasce, cresce e se desenvolve

“Há seis coisas que o Senhor odeia, e sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina planos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” (Pv 6.16-19)


Deus não nos ouve quando “acalentamos” o pecado no coração (Sl 66.18). E, além disso, o pecado acalentado pode gerar frutos malignos. As piores atitudes começam no coração, como intentos, intenções (Mc 7.21-23). Como uma semente plantada, a intenção gera o pecado em nosso coração. 
O pecado tem uma sequência que começa no coração (intenção, desejo), vai para a mente (onde é maquinado o plano de execução do pecado), passa para os pés (que encaminham a pessoa para a execução dos planos; representam o caminho até o pecado) até que chegam às mãos (que executam o mal; representam o “agir”, o cometer o pecado em si). 
Tente evitar a intenção no coração. Se não der, tente evitar o planejamento na mente. Se já planejou, detenha seus pés, não caminhe para o mal. Se chegou no destino, detenha suas mãos, se arrependa e não execute o pecado.

Lorena Brandizzi

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